Deste-me ao mundo na miséria.
Na miséria me criaste.
De uma coisa tenho a certeza.
É de que sempre me amaste.
Não tinhas dinheiro para a escola.
Mas! nunca me mandas-te
pedir esmola
Trabalhavas dia e noite.
Para mim e para os manos.
Até que se passaram os anos.
Aos doze anos mandaste-me trabalhar
porque não tinhas que me dar.
E o Pai sempre a dizer
quem sair daqui não torna a entrar.
Mas afinal que qeria ele
se não tinhamos que comer.
Só te tinha a ti mãe
e já muito tu fazias.
Mas! Nós eramos tantos.
Como é que tu podias.
O Pai andava sempre bebado.
Lembras-te?!!!
Quando nós choráva-mos de medo.
Batia-te quando lhe dava
na real gana.
E depois metia-se na cama.
Tu e nós para onde iamos.
É certo e sabido que fugiamos.
Porque ele dizia
que te queria matar.
Ele naqueles momentos.
Não sabia o que era amar.
Mãe que vida tu tiveste.
Mas! Há muitas mães
no mundo que sofreram
o que sofreste.
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